16 de março de 2011

O RITUAL (2011)



Direção: Mikael Hafstrom
Elenco: Anthony Hopkins, Colin O’Donoghue, Alice Braga, Ciarán Hinds, Toby Jones, Rutger Hauer

Sempre que estréia um filme de exorcismos, eu não consigo resistir. Tenho de ir vê-lo, custe o que custar. Talvez seja por ainda acalentar a esperança de assistir ao digno sucessor de O Exorcista (1973) nos cinemas. Talvez seja por desejar voltar a viver aquela sensação de absoluto terror, que só o mítico filme de William Friedkin nos proporciona. Talvez seja por querer acreditar que o gênero do terror não está morto… Certo é que, ano após ano, lá estou eu na escuridão da sala de cinema, ingenuamente à espera de ser surpreendido por um novo demônio. Digo ingenuamente, porque os últimos anos ensinaram-me a ver que a grande maioria destes filmes são puro lixo cinematográfico. Todos eles tentam copiar (por vezes, de forma descarada) o referido O Exorcista e todos eles acabam fracassando redondamente. E é por isso que entro na sala de cinema com as expectativas bem baixas. Pois se as expectativas forem baixas à partida, a eventual desilusão não deve atingir níveis demasiadamente elevados. Porém, por mais baixas que as minhas expectativas sejam, filmes como O Ritual conseguem ser ainda mais desastrosos do que se espera. A melhor forma de analisar essa obra passa por dizer que ela não traz absolutamente nada de novo a um gênero cinematográfico (infelizmente) moribundo. Saímos da sala com a sensação de que já assistimos umas mil vezes à estória relatada e, pior do que tudo, os minutos passam e sentimo-nos como se o filme não tivesse ainda começado, tal é a aura sem graça que paira sobre ele.


Mas comecemos pela narrativa. Michael Kovak é um estudante de seminário que duvida da sua própria fé. Preferindo analisar o mundo que o rodeia através de um olhar científico, Michael orgulha-se do seu ateísmo, tendo ingressado no seminário apenas para fugir das imposições do seu austero pai (Rutger Hauer). A sua intransigência faz-se notar de tal forma, que o padre Matthew (Toby Jones) decide enviá-lo para Roma, com o intuito de frequentar um novo curso de exorcismos. É aí que padre Xavier (Ciarán Hinds) lhe fala de Lucas Trevant (Anthony Hopkins - longe da sua melhor atuação, mas que, ainda assim, consegue ser o que de mais positivo este filme possui), um expert no que se refere ao intricado ritual do exorcismo e o homem que passará, desde aquele dia, a monitorar a sua aprendizagem em Roma. Mesmo acompanhando Lucas em sessões de exorcismos, Michael mantém o seu vincado ceticismo em relação à existência do Diabo. Porém quando as manifestações começam a se tornar mais impressionantes, o jovem seminarista vê-se obrigado a refletir sobre aquilo em que acredita realmente. Sob pena de ver a sua vida perigosamente ameaçada pelos atos de um impetuoso demônio…


Ao contrário de muitas outras obras do gênero, O Ritual não é puro lixo cinematográfico. Desse rótulo, acaba por se salvar. Mas a verdade é que também não anda muito longe dele. A performance de Anthony Hopkins, que há tempos anda à espera de melhores papéis, nos consegue manter atentos ao que se passa na tela, encontrando-se no ator galês de 73 anos os melhores momentos da película. A fotografia de Ben Davis também se afirma como um dos poucos pontos positivos do filme, apresentando-nos alguns cenários com uma paleta de sombras verdadeiramente arrepiante. Mas fora esses dois aspectos, pouco ou nada mais se consegue aproveitar, numa obra em que a previsibilidade da narrativa chega a irritar. Ainda não foi desta que um filme de exorcismos voltou a marcar pontos na História do cinema. O Ritual parece ter sido feito por alguém que não acredita no potencial dramático de um filme desta natureza. Quer surpreender, mas acaba apenas aborrecendo. E não há mais a dizer sobre uma obra que dá a sensação de já ter sido analisada inúmeras vezes.

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72 HORAS (2010)


Direção: Paul Haggis
Elenco: Russell Crowe, Elizabeth Banks, Liam Neeson, Olivia Wilde

O novo filme de Paul Haggis, 72 Horas, é um remake de Pour Elle (2007) de Fred Cavayé, um razoável filme francês que foi transformado por este talentoso cineasta num bom filme norte-americano que pouco tem a ver com os seus aclamados e controversos Crash – No Limite (2004) e No Vale das Sombras (2007), no entanto, 72 Horas também tem os seus pontos positivos que o tornam, à sua maneira, uma boa aposta para quem aprecia um filme dramático com contornos comerciais. A sua história é centrada em John e Lara Brennan (Russell Crowe e Elizabeth Banks), um casal feliz e bem sucedido que leva uma vida calma e idílica, no entanto, tudo isto se altera quando Lara é presa por um crime que afirma não ter cometido, uma certeza que apenas convence o seu marido porque as autoridades e os tribunais não acreditam nela e mantêm a sua acusação e eventual condenação. Após o último recurso de Laura ser recusado, John resolve atuar por conta própria e elabora um arriscado plano que tem como intuito libertar a sua mulher, um plano que o leva a arriscar tudo o que tem pela mulher que ama.


A premissa de 72 Horas parece ser semelhante à premissa de Prison Break, no entanto, esta obra de Paul Haggis pouco tem a ver com a famosa série televisiva que obteve o seu sucesso às custas das obscuras e irreais tramas políticas em que se viam envolvidos os Irmãos Scofield. É verdade que 72 Horas e Prison Break têm pequenas similaridades narrativas, no entanto, 72 Horas é uma obra muito mais emotiva e unidimensional, características que saltam à vista quando analisamos o seu enredo que se centra essencialmente nos dramas e dúvidas de John, um homem que durante todo o filme luta para salvar a sua mulher e para ter novamente a sua família reunida sob o mesmo teto, uma luta que o leva a cometer atos imperdoáveis, mas absolutamente necessários para salvar a pessoa que mais ama. 


O enredo de 72 Horas foi habilmente dividido por Paul Haggis em dois planos de narrativa distintos que se completam um ao outro. O primeiro plano é uma vertente dramática/romântica que nos mostra o enorme poder do inabalável amor que une os principais personagens do filme, mas que também explora exaustivamente o seu instável porém resoluto estado de alma, fornecendo assim todos os dados que necessitamos para contextualizar as suas atitudes. A esta vertente mais secundária e comovente somamos aquela que preenche a maior parte da ação do filme e que nos mostra detalhadamente como John idealiza e concretiza o seu arriscado e elaborado plano para tirar Lara da cadeia. É obvio que estes planos narrativos têm suas próprias lacunas mas, em última análise, formam um enredo coeso que equilibra razoavelmente o drama com a ação, formando assim uma história estável e sem nenhuma falha acentuada. O único erro crasso que encontramos em 72 Horas está presente na sua conclusão que acaba por nos dizer se Lara cometeu ou não o crime que a levou à cadeia, uma resposta previsível mas que poderia ter sido deixada à consideração do espectador.


A nível técnico, 72 Horas não é deslumbrante ou imensamente cativante, no entanto, Paul Haggis incutiu-lhe o mínimo necessário para satisfazer as necessidades de um público habituado aos trabalhos visualmente estonteantes de Hollywood. A sua fotografia é praticamente irrelevante e a sua trilha sonora também não é maravilhosa mas cumpre os requisitos necessários. Russell Crowe volta a nos oferecer um trabalho sério e razoável que infelizmente não está ao nível das suas melhores performances como em Uma Mente Brilhante ou O Informante. Elizabeth Banks tem aqui um papel mais sério que o habitual, mas que ela acaba interpretando com habilidade, no entanto, outra atriz mais experiente em papéis dramáticos poderia ter feito um trabalho melhor. Liam Neeson tem a melhor performance do elenco secundário, mas Ty Simpkins também está muito bem como o filho de John e Lara. Em suma, 72 Horas é um filme aceitável que cumpre as expectativas iniciais e que vai certamente providenciar um entretenimento razoável a qualquer pessoa que aprecie filmes desta natureza.


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21 de fevereiro de 2011

[PARA REVER] REC (2007)



DIREÇÃO: Jaume Balagueró e Paco Plaza
ELENCO: Manuela Velasco e Pep Sais

O filme começa de uma forma muito calma, com um tom monótono e sem grande interesse (obviamente que isto é propositado para que se sinta a diferença com o que virá a seguir); no início da película acompanhamos a jornalista Ângela (Manuela Velasco) numa visita guiada a um departamento dos Bombeiros de Barcelona. Ângela é uma jornalista de um programa noturno com pouca audiência que tem como missão fazer uma reportagem sobre a vida diária dos bombeiros. Assim, numa das entrevistas com um dos bombeiros, ficamos sabendo que 70% das chamadas que fazem aos bombeiros não têm nada a ver com fogos, sendo que eles têm que se deparar com os mais variados problemas. Nesse momento Ângela diz que gostaria então que naquela noite acontecesse “algo de diferente” para benefício da sua reportagem. Tanto ela como o bombeiro começam a rir, sem saber que a prece de Ângela seria atendida da forma mais macabra e horrível possível. O pedido de socorro chega, os bombeiros e a equipe de reportagem correm para um prédio antigo onde aparentemente uma senhora idosa está causando distúrbios e, de um momento para o outro, todos se vêem numa situação complicada: um policial e um bombeiro são selvagemente atacados pela velha e quando tentam sair do prédio para procurar ajuda médica, vêem que não podem sair, pois a polícia fechou todas as saídas sob o pretexto de um eventual risco de epidemia... Começa assim uma viagem infernal para as personagens do filme e para os espectadores confortavelmente sentados em suas salas.


As minhas expectativas para este filme eram grandes. Mas confesso que não estava à espera que o filme fosse tão bom. REC está filmado como se estivéssemos mesmo vendo uma reportagem televisiva ao vivo. Assim sendo, a câmara leva encontrões, sofre problemas com o som e está sempre em movimento. Para alguns espectadores (para aqueles que detestaram A Bruxa de Blair ou Cloverfield) esta estrutura que o filme apresenta pode tornar-se confusa e as pessoas podem sentir-se desorientadas em alguns trechos do filme em que não sabemos exatamente o que se está passando à nossa volta. Porém, é exatamente esta estrutura de “reportagem televisiva” que confere um realismo assombroso à película e nos faz sentir como se estivéssemos também encurralados naquele prédio maldito. A realização e as interpretações (absolutamente credíveis) dos atores fazem-nos sentir como se aquilo estivesse de fato acontecendo e estejamos vendo algo na televisão que não era previsto vermos. O terror é imenso, os sustos são recorrentes e a realização raramente nos deixa antever o que vai acontecer a seguir. Assim sendo, REC eleva a tensão a níveis quase insuportáveis.


Desde O Exorcista que não via um filme que captasse tão bem a essência do terror; a essência do que o filme de terror verdadeiramente é. Já devem ter percebido (por esta e outras críticas) que este gênero cinematográfico é um dos que eu mais aprecio. E por isso custa-me ver a decadência em que este gênero se encontra na atualidade. Felizmente, de vez em quando surgem verdadeiros filme de terror que me fazem sentir como uma criança assustada na escuridão do cinema. REC provoca em nós a mesma sensação arrepiante com que saímos de um trem fantasma quando éramos crianças. O filme assusta mesmo, utilizando todas as técnicas ideais num filme de terror: temos o suspense de não saber o que vem a seguir, temos a escuridão total e os jogos de luz e som (o som é simplesmente arrepiante neste filme), temos os ângulos de câmara perfeitamente executados, enfim, temos tudo. REC é um filme de terror perfeito! É também, a prova absoluta de que o cinema espanhol está em crescimento e seria bom que os diretores e produtores americanos estudassem bem estes filmes antes de se aventurarem na produção de mais um filme de terror americano medíocre.

 

Há muito tempo que não via um filme de terror assim. Há muito tempo que não me sentia tão tentado a fechar os olhos para não enxergar o que está para acontecer. Há muito tempo que não via pessoas saltarem do sofá e a queixar-se do terror quase insuportável do filme. Há muito tempo que não via uma reação tão positiva e genuína do público no final de um filme de terror. Dito tudo isto, que mais há a dizer? Nada, a não ser afirmar que REC é um dos melhores filmes do ano de 2007 e um dos melhores filmes de terror de todos os tempos!

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7 de fevereiro de 2011

A REDE SOCIAL (2010)


Direção: David Fincher
Elenco: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer, Max Minghella, Josh Pence

Como transformar a história de um nerd, cheia de termos técnicos de informática, em um filme interessante? O primeiro passo é convocar um ótimo roteirista que adota uma estratégia que parece, como o protagonista, pouco popular: um texto rápido, com muitas linhas por minuto. Depois, adicione uma ótima trilha sonora, uma direção de fotografia precisa, bons atores e um diretor para dar a unidade perfeita para tudo isso – e que ainda apresente, aqui e ali, minutos inspirados e de pura sugestão de sentidos. A Rede Social transforma a história dos bastidores da criação do Facebook, a mais importante e badalada rede social do mundo, em um filme interessante que brinca com velhos estereótipos dos nerds recriando estes elementos. Quase perfeito por conseguir um ótimo resultado mesmo com muitos elementos que nadam contra a corrente dos filmes produzidos para as grandes audiências, A Rede Social falha apenas ao simplificar algumas partes da história – tornando, no final, a vida do jovem bilionário Mark Zuckerberg pouco mais que uma obsessão por computadores e uma garota em especial.

Verborrágico. Esta é a primeira característica evidente de A Rede Social. É preciso ter atenção e conhecer um bocado dos termos/jargões da internet e/ou tecnológicos para acompanhar o roteiro de Aaron Sorkin. O filme é adaptado do livro de Ben Mezrich intitulado The Accidental Billionaires.


Sorkin foi ousado. Não abriu mão de ser fiel aos “personagens” (reais, diga-se) e ao seu modo de falar e agir. Com isso, ganhou pontos na minha análise. Mas, seguramente, perderá pontos entre o grande público. Especialmente porque não é todo mundo que conhece os termos “técnicos” usados na história. Essa ousadia, juntamente com o texto farto e veloz, diferenciam A Rede Social de um filme “puramente” comercial. Se ele quisesse ser realmente popular, simplificaria muito mais o texto. Em outras palavras, parabéns ao roteirista por sua preocupação em ser fiel a uma versão da história – sim, porque mesmo o livro de Mezrich é considerado apenas uma “parte” de vários lances que compõe os bastidores que envolveram a criação do Facebook.

O roteiro de A Rede Social é, sem dúvida, um de seus pontos fortes. Juntamente com a trilha sonora e a direção. Diria que este triângulo é decisivo por tornar o filme interessante, denso em conteúdo e leituras. O trabalho de Sorkin merece elogios não apenas por sua preocupação em tentar ser fiel aos personagens e ao que teria acontecido com eles. Mas também porque ele faz mágica com a história. Equilibra de forma exata momentos “cerebrais” com sequências que lembram os clássicos de festas em universidades estadunidenses vistas em tantos filmes “juvenis”, como Porky's e Cia.


As festas regadas a bebidas, homens tentando se dar bem com as meninas, os caras que ficavam à margem de tudo isso… tudo está lá. Claro que em uma versão “repaginada”. Afinal, não estamos vendo uma história ambientada nos anos 1980, mas um enredo dos anos 2000, no qual gênios da informática poderiam se tornar celebridades mesmo tendo dificuldade em se relacionar pessoalmente. Esta, aliás, é uma das principais mensagens do filme… de como a informática ajudou a pessoas antes “marginalizadas” por falta de dotes físicos a conseguir uma certa evidência por apresentarem outros predicados.

O diretor David Fincher aproveita todas as “brechas” do roteiro para dar ritmo a esta história. E consegue. Acompanha a história de Mark Zuckerberg do outono de 2003 em diante. Entre um momento e outro de verborragia do personagem – seja em diálogos com alguns interlocutores ou através de elucubrações de seus próprios pensamentos “compartilhada” conosco, espectadores -, Fincher destila cenas que mostram o contraste entre os diferentes tipos de pessoas que compõe o compus de Harvard. E, mais tarde, o ambiente de desenvolvedores de produtos tecnológicos.


O roteiro e a direção bem feitos acabam tornando uma história cheia de termos técnicos e fidelidade a personagens “não muito interessantes” em algo bastante atrativo – pelo menos para quem se interessa por estes “bastidores” do mundo tecnológico. A história do surgimento do Facebook acaba sendo apresentada como uma disputa pela inovação que terminou nos tribunais. Parcerias e amizades foram alteradas com a velocidade de uma banda larga quando a proximidade com a fama e a oportunidade de tornar o experimento global foram se consolidando.

Só fico em dúvida sobre o interesse deste roteiro para os “não iniciados” com a tecnologia. Ou entre as pessoas que não se interessam tanto assim pelo mundo “dos nerds”. Acho que o grande público, os “não familiarizados”, podem ficar boiando boa parte do tempo. Daí o roteiro de Sorkin introduz outros elementos, como bebidas, flertes, disputas em tribunais e bastidores de Harvard para tentar agradar um pouco mais este público não muito familiarizado com a tecnologia. Talvez funcione, mas não acho que o filme se tornará tão popular quanto outras produções menos “técnicas”.

Algo fundamental, neste filme, é a trilha sonora. Um trabalho incrível, preciso, ponderado e provocante de Trent Reznor e Atticus Ross. Sem a trilha desta dupla, A Rede Social perderia, pelo menos, 25% do ritmo e da graça. Vale destacar ainda a direção de fotografia de Jeff Cronenweth. Ele ajuda a colocar em prática as idéias de Fincher. As cenas noturnas e diurnas, como as que mostram festas e competição de canoagem, respectivamente, ganham plasticidade por esta parceria.


Sem dúvida o filme tem mais acertos do que erros. A aposta em intercalar o tradicional “suspense de tribunais” com uma narração do que é debatido entre os interessados nos processos, promove as quebras salutares na produção. A preocupação em reproduzir o jeito de falar do protagonista e de seus amigos, assim como em mostrar o contraponto entre os diferentes “jeitos de ser” das tribos de Harvard e das outras universidades também dá o “caldo” necessário para a história. Mas nem tudo são flores.

Na sua preocupação em ser, ao mesmo tempo, “fiel” à realidade vivida pelos “personagens reais” e fazer-se interessante para um público maior do que o de “iniciados” naquele entorno de alta tecnologia, A Rede Social acaba simplificando alguns aspectos da realidade. Torna muito evidente a fronteira de Zuckerberg como a de um sujeito isolado, quase um “loser” entre os bem-sucedidos da universidade. Segue uma trilha bastante perseguida, neste sentido, por outros filmes ambientados no mesmo universo.


Não que Zuckerberg não fosse um nerd. Mas não acredito que ele fosse tão “isolado” quanto este filme e, aparentemente, o livro de Mezrich, sugerem. Com esta idéia, reforça-se o estigma de que os gênios da informática são sujeitos com dificuldade de se relacionar. E mesmo que isso aconteça, não deve ser visto como regra. Acho que é uma simplificação muito grande – e que já ocorreu antes com outros gênios de outras áreas do conhecimento. É fato que pessoas inteligentes demais não conseguem encontrar muito “eco” entre os demais mortais. Mas daí a mostrar-lhes como sujeitos isolados… acho uma simplificação um tanto burra.

De qualquer forma, para mim, esta simplificação até era esperada. Mas algo me surpreendeu – e negativamente. Não gostei do final. Ele dá a entender que tudo que o criador de Facebook fez foi por causa de uma garota. Saída típica, e boba, eu diria. Por que tudo, sempre que possível, tem que se resumir a “um cara que não se conforma por ter perdido uma garota”? Não acho que esta seja a história de Zuckerberg. Posso até concordar que ele quis se tornar um sujeito excepcional. E que, obstinado e realmente com uma inteligência acima da média, batalhou para conseguir isso. E conseguiu. Mas resumir todo o seu trabalho e conquista a uma dor de cotovelo… menos, bem menos!


Ainda que A Rede Social sofra com as simplificações que eu comentei acima, algo positivo este filme tem: ele não toma partido. Tenta contar a história sob as diversas óticas conflitantes e o espectador, em geral, fica livre para tirar as suas próprias conclusões. Ainda assim, como 99% dos filmes de Hollywood, ele meio que “encaminha” o público em uma direção.

E há uma sequência emblemática neste sentido. A partir de uma hora e 20 minutos da produção, Fincher e Sorkin brincam com duas realidades que jogam com um mesmo conceito/objetivo: a superação/fama. Primeiro, vemos os olhos do Zuckerberg de Jesse Eisenberg brilharem com as promessas de sucesso de Sean Parker (o criador do Napster, interpretado por Justin Timberlake). Em seguida, assistimos a uma competição disputadíssima de canoagem. O paralelo é evidente: todos aqueles jovens buscam a superação, ultrapassar os próprios limites, apenas para… conseguir a fama. Ser popular, diferenciar-se dos demais, era o objetivo final. De uns e de outros. Esta reflexão do filme, que reflete de forma tão evidente a nossa era, torna-o especial. Apesar de suas simplificações aqui e acolá. “Fraquezas” menores frente a um trabalho diferenciado. 

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25 de janeiro de 2011

A EPIDEMIA (2010)


Direção: Breck Eisner
Elenco: Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson, Danielle Panabaker

Pouco há a dizer sobre este filme. E muito por causa da sua completa falta de originalidade.

Seguindo a mesma desgastada fórmula de películas como Madrugada dos Mortos ou Terra dos Mortos, A Epidemia aproveita-se do gênero do terror/fantástico para deixar uma forte mensagem contra o alto poder dos governos que regem os países ocidentais. Esta mensagem é muito simples: numa hipotética situação apocalíptica, os governos pouco estariam se preocupando com o bem-estar do povo, optando por recompor a ordem da sociedade de uma forma bruta e pouco humanista. Tal mensagem tem a sua dose de pertinência. Porém, após dezenas de filmes praticamente iguais, todo o poder dessa mensagem desvanece e torna-se inócuo. Como consequência, apesar de estar bem filmado e de nos apresentar cenas dotadas de uma tensão interessante, A Epidemia emerge como um vulgaríssimo filme de zombies, sem qualquer ponta de originalidade nem capacidade para surpreender o espectador.


Infelizmente, sem qualquer ambição de incutir algo de novo a um gênero morto ou terrivelmente adormecido, a narrativa desenvolve-se da maneira habitual. Tudo começa com a introdução ao pacato quotidiano de um conjunto de personagens na pequena e remota vila de Ogden Marsh. David (Olyphant) – o Xerife da vila – vive uma existência relativamente tranquila até o dia em que um velho morador com histórico de embriaguez invade o campo de baseball da cidade com uma espingarda nas mãos. Forçado a matar o homem, David interpreta o incidente como um simples episódio isolado. Porém, homicídios estranhos abatem-se sobre a vila e todos começam a desconfiar de que algo de muito errado está acontecendo. Após a investigação de praxe, David suspeita que o abastecimento de água da vila está contaminado. E de fato, é o que se descobre mais a frente. A água está contaminada com uma arma biológica que provoca uma demência enraivecida em todos aqueles que a ingerem… Neste caso, todos os habitantes de Ogden Marsh. Algo que leva a tranquila vila ao descontrole e ao apocalipse.


É uma pena que este tipo de produções se contente com pouco. Os produtores jogam insistentemente pelo seguro, pretendendo vender pipocas e ganhar dinheiro com histórias mais que vistas e assustadoramente banais. Aqui não há qualquer espaço para se ser criativo, ou para surpreender o espectador com uma abordagem diferente. O problema é que estes senhores vêem o cinema exclusivamente como uma indústria e não como uma arte. Algo que os leva a temer novas e refrescantes abordagens. E assim sendo, A Epidemia oferece-nos apenas a habitual enxurrada de clichês banais e infantilizados. Ainda não vimos o filme e já sabemos como vai acabar; estamos olhando uma cena e já sabemos o que vai acontecer; no cinema, quando este fenômeno acontece é sempre mau sinal.

Em suma, não esperava que A Epidemia fosse uma obra-prima. Bem pelo contrário. Infelizmente, já estava à espera de mais um filme onde só os pobres de espírito podem sair da sala surpreendidos ou satisfeitos. Tecnicamente (na dinâmica de algumas cenas como a da lavagem do carro, e na caracterização de algumas personagens), A Epidemia consegue ser competente. Os experientes atores, como Olyphant e Mitchell, cumprem também o seu trabalho. Porém, no seu todo, a película resulta apenas em mais uma lenha para a enorme fogueira que está queimando um gênero adorado por milhares de pessoas em todo o mundo. E como tal, sendo eu uma dessas pessoas, só posso ficar imensamente aborrecido.

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DEMÔNIO (2010)


Direção: John Erick Dowdle
Elenco: Chris Messina, Logan Marshall-Green, Jenny O’Hara, Bojana Novakovic, Bokeem Woodbine, Geoffrey Arend

Juntemos cinco personagens anônimas num claustrofóbico elevador de um imponente arranha-céus. Brindemos essas personagens com a inesperada e demoníaca visita do próprio Diabo das profundezas. Com jeitinho, adicionemos ainda a direção serena de John Erick Dowdle (realizador de Quarentena – o remake de [REC]) e um roteiro com claras influências do visionário M. Night Shyamalan. Agora misturemos bem os ingredientes com uma colher de pau em formato de cruz invertida. Esta bem que podia ser a receita para o bolo da avó mais maléfico de todos os tempos. Mas não. Muito simplesmente, esta é a estrondosa receita para  Demônio – um dos mais surpreendentes e inteligentes filmes dos últimos anos.

A narrativa põe-nos na pele de cinco personagens que estão prestes a viver o acontecimento mais aterrador das suas vidas. Sem desconfiarem de nada, um mecânico (Marshall-Green), uma senhora idosa (O’Hara), a esposa do dono do arranha-céus (Novakovic), um guarda desse mesmo edifício (Woodbine) e um vendedor de colchões (Arend) entram no elevador número 6 para rumarem aos seus respectivos afazeres. Todos eles escondem um segredo. Todos eles têm o seu passado manchado por pecados incorrigíveis. E neste dia aparentemente normal, neste estreito elevador de um edifício como tantos outros, o Diabo irá atormentá-los até a exaustão, ceifando-lhes sadicamente a vida como forma de castigo por uma existência imoral e repleta de pecados. Aos poucos, cada um deles começa a perceber que algo de muito errado está acontecendo. Confuso e desesperado, o detetive que acompanha o caso (Messina) sente-se impotente por nada poder fazer para ajudá-los. E, encurralados num cubículo fechado, cada vez mais aterrorizados com o que estão passando, os sobreviventes terão de lutar contra a própria natureza humana para poderem escapar com vida a esta infernal provação.


Demônio é o primeiro título de uma saga que adotou a designação de The Night Chronicles. Como este nome indica, esta será uma saga composta por crônicas saídas da mente fantástica de M. Night Shyamalan, um pouco ao estilo de um bom livro de contos fantasmagóricos. E se as obras que se seguem tiverem tanta qualidade como este Demônio, The Night Chronicles poderá se transformar numa saga digna de respeito. Confesso que terminei de olhar o filme um pouco assombrado com o que tinha acabado de visionar. Digamos que, no mínimo, estava bastante curioso. Mas muito sinceramente, não estava à espera que Demônio surgisse à frente dos meus olhos como uma obra de categoria tão elevada. Tal como referi no início do texto, este é mesmo um dos thrillers mais inteligentes e surpreendente dos últimos tempos. Há muito tempo que não via um thriller do gênero fantástico que não se espatifasse num desavergonhado número de clichês e narrativas terrivelmente previsíveis.


 Mas vamos por partes. Pegando exatamente na narrativa (escrita por Brian Nelson, mas saída da mente de Shyamalan), é justo dizer-se que Demônio nunca deixa o espectador adormecer. O ritmo do filme é absolutamente frenético e não existe uma única cena que ali esteja, pura e exclusivamente, para apenas ocupar o tempo. Todas as sequências são importantes; todos os acontecimentos revelam mais um pormenor que adensa o mistério e atiça a curiosidade; e tal coisa apenas abona em favor da qualidade geral da película. De forma sempre equilibrada e sem cair no irrisório, a narrativa de Demônio progride no tempo e o espectador nunca deixa de acreditar nas personagens e na veracidade da terrível situação em que elas se encontram. E isto é algo de uma importância extrema. Algo que pode fazer a diferença entre um bom filme e um filme meramente esforçado.

A direção de John Erick Dowdle é também merecedora de destaque. Um dos grandes desafios de Dowdle era fazer com que o público não saísse da sala com o desejo de que houvesse sido o próprio Shyamalan que tivesse dirigido a película. Além de fazer o espectador sentir toda a tensão e todo o pânico que as personagens estão vivenciando, Dowdle filma também as sequências de intervenção do Diabo com uma maestria de quem idolatra a face mais artística dos filmes de terror. Quando as luzes do elevador começam a piscar, o espectador sabe imediatamente que algo de temível vai acontecer. E quando tudo fica às escuras, o espectador tem o prazer de escutar o medonho trabalho do Diabo em ação, em sequências que têm o dom de evidenciar aquilo que de melhor este gênero cinematográfico tem para oferecer.

 
De certa forma, Demônio é um conto moral sobre a complexidade da alma humana. O asfixiante elevador número 6 assume contornos de autêntico Purgatório e o Diabo trata de castigar aqueles que se mostram pecaminosos, arrogantes e egocêntricos. Ambos os lados da alma humana – o negro e o iluminado – são postos à prova, naquela que é uma das obras mais interessantes e bem arquitetadas dos últimos anos. Aponto-lhes apenas uma nota de ressalva: a forma como se embebe no clichê dos mexicanos religiosos era perfeitamente desnecessária. Há, atualmente, a mania de arranjar latinos que, através das histórias de seus avós, arranjam sempre uma explicação para o que está passando. Já vimos isto em Arrasta-me Para o Inferno e voltamos a vê-lo neste Demônio. Como se quisessem esconder o fato de que o povo americano é tão ou mais religioso/supersticioso que o latino, esforçando-se para dar a idéia de que os americanos já são evoluídos para acreditarem em contos da carochinha… Mas enfim, ignorando este pequeno pormenor, Demônio não tem muito por onde desiludir. E para delírio dos fãs de Shyamalan, esta é também uma obra que vem comprovar que o realizador de origem indiana continua a ser um magnífico contador de histórias. Doa a quem doer.

 
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10 de janeiro de 2011

OS FILMES MAIS AGUARDADOS DE 2011


2011 chegou, finalmente. E chegou a hora de fazer uma prévia dos filmes mais aguardados de 2011, sem discriminação de estúdio e por ordem de previsão de estreia. Estes são alguns dos filmes que, no meu entender, prometem marcar o ano cinematográfico e mexer com as emoções dos espectadores. Tomem nota de que alguns deles são produções de 2010, mas como só estréiam no Brasil em 2011, passam a fazer parte desta lista.


Além da Vida

Elenco: Matt Damon, Bryce Dallas Howard, Jay Mohr, Jenifer Lewis, Cécile De France, Frankie McLaren, Richard Kind
Direção: Clint Eastwood
Estreia: 07 de Janeiro de 2011
Sinopse: 'Além da Vida' conta a história de três pessoas que são afetadas pela morte de maneiras diferentes. George (Matt Damon) é um operário norte-americano que tem uma conexão especial com o além. Em outro ponto do planeta, a jornalista francesa Marie (Cécile De France) acaba de passar por uma experiência de quase-morte que muda sua visão diante da vida. E quando Marcus (Frankie/George McLaren), um garoto londrino, perde uma pessoa muito próxima, ele começa uma procura desesperada por respostas. Enquanto cada um segue o caminho em busca da verdade, suas vidas se encontrarão e serão transformadas para sempre pelo que eles acreditam que possa existir, ou realmente exista - a vida após a morte.


Incontrolável
 
Elenco: Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson, Kevin Dunn, TJ Miller, Kevin Chapman
Direção: Tony Scott
Estreia: 07 de Janeiro de 2011
Sinopse: The Beast é uma imensa locomotiva não tripulada, carregada de carga tóxica, que ruge através do campo, vaporizando tudo a sua frente. Frank Barnes, um engenheiro veterano (Washington) e Will Colson (Pine) - jovem condutor a bordo de outro trem prestes a se chocar com The Beast, elaboram um incrível plano para tentar parar a locomotiva desenfreada - e evitar um desastre em uma área densamente povoada.


O Turista

Elenco: Johnny Depp, Angelina Jolie, Paul Bettany, Rufus Sewell, Bruno Wolkowitch, Julien Baumgartner, Clément Sibony
Direção: Florian Henckel von Donnersmarck
Estreia: 21 de Janeiro de 2011
Sinopse: Johnny Depp atua como um turista americano cujos flertes brincalhões com uma estrangeira levam a uma rede de intriga, romance e perigo em "O Turista". Durante uma viagem improvisada à Europa para curar um coração partido, Frank (Depp) desenvolve uma inesperada relação amorosa com Elise (Angelina Jolie), uma mulher extraordinária que deliberadamente cruza o seu caminho. Tendo o excitante cenário de Paris e Veneza como pano de fundo, o intenso romance se desenvolve rapidamente na medida em que ambos se envolvem involuntariamente num jogo mortal como gato e rato.


Biutiful

Elenco: Javier Bardem, Hanaa Bouchaib, Blanca Portillo, Maricel Álvarez, Rubén Ochandiano
Direção: Alejandro González Iñárritu
Estreia: 21 de Janeiro de 2011
Sinopse: Uxbal é um herói trágico, pai de dois filhos, que está sentindo a iminência da morte. Ele luta contra uma realidade distorcida e um destino que trabalha contra ele, o impedindo de perdoar e amar, para sempre.  




O Amor e Outras Drogas

Elenco: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Hank Azaria, Judy Greer, Gabriel Macht ,Katheryn Winnick, Oliver Platt, Jaimie Alexander, George Segal, Brenna Roth
Direção: Edward Zwick
Estreia: 28 de Janeiro de 2011
Sinopse: Um vendedor que trabalha no cruel universo farmacêutico tenta bater o recorde de maior número de vendas. Além disso, ele inicia um relacionamento com uma mulher que sofre de mal de Parkinson.




Um Lugar Qualquer
 
Elenco: Benicio Del Toro, Michelle Monaghan, Elle Fanning, Stephen Dorff, Laura Ramsey, Alden Ehrenreich, Robert Schwartzman, Paul Vasquez
Direção: Sofia Coppola
Estreia: 28 de Janeiro de 2011
Sinopse: Johnny Marco (Stephen Dorff) é um ator encrenqueiro que passa as tardes bebendo no hotel Chateau Marmont, em Hollywood. A tranquilidade de sua vida preguiçosa acaba quando recebe a visita de sua filha de 11 anos, Cleo (Elle Fanning). Com a inesperada visita, ele é forçado a reexaminar suas atitudes.  


Caça às Bruxas

Elenco: Nicolas Cage, Ron Perlman, Stephen Graham, Ulrich Thomsen, Stephen Campbell Moore, Claire Foy
Direção: Dominic Sena
Estreia: 28 de Janeiro de 2011
Sinopse: Behmen (Nicolas Cage) é um cavaleiro que, depois de vários anos lutando nas Cruzadas, perdeu algumas batalhas, muitos amigos e até a fé. De volta à sua terra natal, ele encontra uma Europa devastada pela fome e a peste negra. Neste cenário de destruição ele se une a um grupo de guerreiros encarregados de levar uma garota, suspeita de ser bruxa, para um monastério distante. Não leva muito tempo até que o grupo perceber que a jovem possui forças sobrenaturais, e que eles estão prestes a enfrentar um mal além da nossa compreensão.


Cisne Negro

Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Benjamin Millepied
Direção: Darren Aronofsky
Estreia: 04 de Fevereiro de 2011 
Sinopse: 'Cisne Negro' é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis. Dirigido por Darren Aronofsky (O Lutador, Fonte da Vida), Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.


O Discurso do Rei

Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Jennifer Ehle, Guy Pearce, Derek Jacobi, Timothy Spall e Michael Gambon
Direção: Tom Hooper 
Estreia: 04 de Fevereiro de 2011
Sinopse: Na trama, um jovem rei (Colin Firth) relutantemente assume o trono depois que seu irmão, Edward (Guy Pearce), abdica. Considerado incapaz de governar por conta de uma gagueira nervosa, o monarca despreparado precisa reencontrar sua voz com a ajuda do “terapeuta da fala” Lionel Logue (Geoffrey Rush) e levar o país ao combate contra os alemães na Segunda Guerra Mundial.


 Bravura Indômita

Elenco: Matt Damon, Josh Brolin, Jeff Bridges, Barry Pepper, Hailee Steinfeld, Domhnall Gleeson, Dakin Matthews, Paul Rae, Ed Corbin
Direção: Ethan Coen e Joel Coen
Estreia: 11 de Fevereiro de 2011 
Sinopse: O filme acompanha o bêbado, grosseiro e totalmente destemido comissário Rooster Cogburn. O rabugento Rooster é contratado por uma decidida garota para encontrar o homem que matou seu pai e fugiu com as economias da família. Quando a nova patroa de Cogburn insiste em acompanhá-lo na empreitada, voam faíscas. Mas a situação vai de problemática a desastrosa quando o inexperiente, mas entusiasmado, Texas Ranger entra na festa.  


127 Horas

Elenco: James Franco, Lizzy Caplan, Kate Mara, Amber Tamblyn, Clémence Poésy, Kate Burton, Darin Southam, Elizabeth Hales, Patrick Gibbs
Direção: Danny Boyle
Estreia: 18 de Fevereiro de 2011
Sinopse: '127 Horas' narra a história baseada em fatos reais do alpinista Aron Ralston, vivido por James Franco, que luta por sua sobrevivência após uma rocha cair sobre seu braço e aprisioná-lo em um isolado cânion em Utah.



Invasão do Mundo: a Batalha de Los Angeles

Elenco: Michelle Rodriguez, Aaron Eckhart, Bridget Moynahan, Lucas Till, Jim Parrack, Michael Peña
Direção: Jonathan Liebesman
Estreia: 18 de Março de 2011
Sinopse: Durante anos, foram registrados vários casos de aparições OVNIs em diferentes lugares no mundo - Buenos Aires, Seul, França, Alemanha, China. Mas em 2011, o que eram apenas aparições vão agora se tornar uma assustadora realidade onde a Terra é atacada por forças desconhecidas. Enquanto as pessoas em todos os lugares assistem às grandes cidades do mundo caírem, Los Angeles se torna o último posto para a humanidade numa batalha inesperada. É então que um sargento da Marinha (Aaron Eckhart) e seu novo pelotão desenham um novo destino na areia enquanto combatem um inimigo como nunca haviam visto antes. 


Sucker Punch: Mundo Surreal

Elenco: Evan Wood, Jena Malone, Jamie Chung, Abbie Cornish, Emily Browning, Carla Gugino, Vanessa Hudgens
Direção: Zack Snyder
Estreia: 25 de Março de 2011 
Sinopse: Feche os olhos. Abra sua mente. Você não estará preparado. Sucker Punch – Mundo Surreal é uma fantasia épica de ação que nos apresenta a imaginação fértil de uma jovem garota, cujos sonhos são a única saída para sua difícil realidade em um hospício. Isolada dos limites de tempo e espaço, ela está livre para ir onde sua mente levar, porém, chega o momento em que suas incríveis aventuras quebram o limite entre o real e o imaginário, trazendo consequências trágicas. 



Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas

Elenco: Johnny Depp, Geoffrey Rush, Ian McShane, Penélope Cruz, Stephen Graham, Sam Clafin, Max Irons, Astrid Bergès-Frisbey, Keith Richards
Direção: Rob Marshall
Estreia: 1º de Julho de 2011 
Sinopse: O Capitão Jack Sparrow retorna em mais uma aventura cheia de ação sobre verdade, traição, juventude e legado. O capitão começa sua jornada quando cruza com uma mulher de seu passado (Penélope Cruz), a filha do lendário Barba Negra. Sparrow está em busca da Fonte da Juventude, e não sabe se a relação deles é amor, ou se ela apenas é uma cruel golpista que quer saber como chegar à fonte. No navio de Barba Negra, Sparrow se preocupa em quem deve ficar se olho: em seu antigo amor, ou em seu grande rival, o Barba Negra.

 
Se Beber, Não Case 2

Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Heather Graham, Justin Bartha, Sasha Barrese, Rachael Harris, Jamie Chung, Liam Neeson, Paul Giamatti, Bill Clinton 
Direção: Todd Phillips 
Estreia: 27 de Maio de 2011 
Sinopse: Na sequência da comédia de sucesso 'Se Beber, não Case', Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) viajam para a exótica Tailândia para o casamento de Stu. Após a despedida de solteiro inesquecível, em Las Vegas, Stu optou por um seguro e sossegado café da manhã para a festa de pré-casamento. No entanto, as coisas nem sempre saem como planejado. O que acontece em Las Vegas pode ficar em Vegas, mas o que acontece em Bangkok não pode sequer ser imaginado.  


Kung-Fu Panda 2

Elenco: Vozes de: Jack Black, Jackie Chan, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Ian McShane, Dan Fogler, Angelina Jolie, Dorinda Katz, Gary Oldman
Direção: Jennifer Yuh
Estreia: 17 de Junho de 2011
Sinopse: Po e seus amigos voltam na continuação. Jack Black lidera o elenco como o panda Po, o animal mais tranqüilo do Vale da Paz. Dustin Hoffmann fará a voz de Shifu, o mestre de kung fu certinho e durão que recebeu a tarefa de transformar o indisciplinado Po em um lutador de kung fu.     


Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte II

Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Christian Coulson, Tom Felton, Helen McCrory, Jessie Cave, Hero Fiennes Tiffin, Frank Dillane
Direção: David Yates
Estreia: 15 de Julho de 2011
Sinopse: Na segunda parte do final épico da série, a batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. Os riscos nunca estiveram tão altos e nenhum lugar é seguro o suficiente. Assim, Harry Potter precisa se apresentar para fazer o seu último sacrifício, enquanto o confronto final com Lorde Voldemort se aproxima. Tudo acaba aqui. 


Capitão América: O Primeiro Vingador

Elenco: Chris Evans, Hugo Weaving, Hayley Atwell, Tommy Lee Jones 
Direção: Joe Johnston 
Estreia: 29 de Julho de 2011 
Sinopse: Nascido durante a Grande Depressão, Steve Rogers foi um menino franzino em uma família pobre. Horrorizado com a ascensão Nazista na Europa, o garoto parte para entrar para o exército. Mas, devido a sua saúde frágil, ele é rejeitado. Mas após escutar os apelos honestos do menino, o General Chester Phillips oferece a Rogers a chance de participar da Operação: Renascimento. Depois de semanas de testes ele recebe o soro do supersoldado e é bombardeado por raios-vita.
Steve Rogers aparece então com o corpo mais perfeito que um ser humano pode ter e é submetido a intensos treinamentos físicos e táticos. Meses depois ele recebe sua primeira missão como o Capitão América e, com seu escudo indestrutível, ele parte para combater o mal sozinho e como o líder dos Vingadores.


Cowboys e Aliens

Elenco: Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde, Sam Rockwell, Paul Dano, Noah Ringer, Keith Carradine, Ana de la Reguera, Clancy Brown, David O´Hara, Walton Goggins, Abigail Spencer
Direção: Jon Favreau
Estreia: 12 de Agosto de 2011  
Sinopse: Em 1873, no Arizona, um estranho (Daniel Craig) sem lembranças chega na desértica cidade de Absolution. A única referência ao seu passado é um misterioso grilhão em um dos seus pulsos. O que ele descobre é que a população de Absolution não gosta de forasteiros, e ninguém na cidade se move sem a permissão do intransigente Coronel Dolarhyde (Harrison Ford). É uma cidade que vive com medo. Mas Absolution está prestes a experimentar um medo que mal compreende, quando a cidade é atacada por saqueadores do espaço. Avançando com luzes cegantes e abduzindo incautos com velocidade insana, esses monstros desafiam tudo o que os residentes conhecem.
Agora, o estranho que eles rejeitaram é a única esperança de salvação. Esse pistoleiro aos poucos rememora quem é e onde esteve, e percebe que detém um segredo que pode dar à cidade uma chance contra a força alienígena. Com a ajuda da esquiva viajante Ella (Olivia Wilde), ele reúne um grupo de antigos oponentes - cidadãos, foras-da-lei, apaches, Dolarhyde e seus capangas - para evitar a aniquilação. Unidos contra o inimigo comum, eles se preparam para um confronto épico por sobrevivência.


Super 8

Elenco: Kyle Chandler, Elle Fanning
Direção: J.J. Abrams
Estreia: 09 de Setembro de 2011
Sinopse: O pouco que se sabe da trama é o envolvimento de alienígenas no enredo. E que será inspirado nos filmes favoritos de Abrams na infância.







A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte I
 
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Ashley Greene, Bryce Dallas Howard, Peter Facinelli, Jodelle Ferland, Elizabeth Reaser, Kellan Lutz, Catalina Sandino
Direção: Bill Condon
Estreia: 18 de novembro de 2011
Sinopse: Nos aguardados capítulos finais de 'A Saga Crepúsculo', a felicidade dos recém-casados Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson) é interrompida quando uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles.
Após seu casamento, Bella e Edward viajam para o Rio de Janeiro para sua lua-de-mel, onde finalmente cedem à paixão. Bella descobre que está grávida e, durante um parto quase fatal, Edward finalmente realiza seu desejo de tornar-se imortal. Mas a chegada da filha, Renesmee, coloca em movimento uma perigosa cadeia de eventos que encurrala os Cullen e seus aliados contra os Volturi, o conselho de líderes vampiros, , preparando o palco para uma batalha sangrenta. 



Sherlock Holmes 2

Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace, Rachel McAdams, Jared Harris, Stephen Fry
Direção: Guy Ritchie
Estreia: 16 de Dezembro de 2011
Sinopse: Guy Ritchie conduz uma nova aventura cheia de ação, seguindo os passos do detetive mais famoso de todos os tempos, Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.), e seu companheiro confiável, Dr. Watson (Jude Law), quando eles confrontam seu arquiinimigo, o gênio do crime Moriarty (Jared Harris).