25 de junho de 2012

PROTEGENDO O INIMIGO (2012)



Direção: Daniel Espinosa
Elenco: Denzel Washington, Ryan Reynolds, Vera Farmiga


A dupla Denzel Washington/Ryan Reynolds até funciona muito bem, mas Protegendo o Inimigo não nos maravilha ou convence com o seu escasso argumento e pobres sequências de ação que não têm a intensidade ou a qualidade técnica que seria de se esperar de uma grande produção norte-americana.


A limitada história de Protegendo o Inimigo centra-se em Matt Weston (Ryan Reybolds), um agente da CIA que se sente frustrado com o seu calmo e inativo posto na Cidade do Cabo (África do Sul), onde tem que guardar uma casa segura que é utilizada pela agência para interrogar criminosos e acolher refugiados políticos. O seu maior desejo é tornar-se um agente governamental de topo, mas para que isso aconteça tem primeiro que provar o seu valor aos seus superiores. A sua oportunidade surge quando a CIA envia para o seu abrigo um dos criminosos mais procurados pelo governo norte-americano – Tobin Frost (Denzel Washington), um ex-agente secreto que desertou há mais de uma década e que tem vendido desde então várias informações secretas a grupos terroristas e governos hostis.


Assim que Frost começa a ser interrogado por um especialista em tortura e extração de informações, um grupo de mercenários assalta e destrói as instalações do abrigo, forçando Weston e Frost a trabalharem em conjunto para sobreviverem ao ataque. Após fugirem do local, a dupla deve descobrir se estes mercenários foram enviados por terroristas ou por alguém de dentro da CIA. Weston terá, também, que decidir em quem confiar antes que ele e o seu prisioneiro sejam eliminados do jogo.


O enredo de Protegendo o Inimigo centra-se majoritariamente na conturba relação que se estabelece entre Weston e Frost, deixando para segundo plano a conspiração governamental que está na base do filme e que só é convenientemente desenvolvida na sua última meia hora. É claro que essa relação está muito bem construída e dá origem a alguns dos momentos mais intensos e curiosos desta obra, mas não é suficientemente forte ou cativante para compensar a falta de interesse, entretenimento e criatividade da trama central ou das escassas reviravoltas que pecam pela sua excessiva previsibilidade. Já se sabia que Protegendo o Inimigo não ia ter um enredo maravilhoso, mas esperava-se que tivesse pelo menos duas ou três sequências de ação relativamente refinadas e realistas, no entanto, todas as suas cenas deste gênero denotam uma frustrante falta de intensidade que deriva essencialmente da fraca edição de Richard Pearson e da medíocre direção de Daniel Espinosa, um cineasta sueco que estava habituado a pequenos filmes europeus e que claramente não se mostrou à altura de uma grande produção norte-americana.



Ao contrário do seu enredo e vertentes técnicas, o elenco de Protegendo o Inimigo não desilude e assume-se claramente como um dos seus pontos fortes. A química entre Denzel Washington e Ryan Reynolds domina a nossa atenção e alimenta as suas performances individuais que, sem serem brilhantes, conseguem ser muito satisfatórias. É óbvio que o veterano Washington tem um trabalho muito mais carismático e cativante que o mais inexperiente Reynolds, mas é justo dizer que os dois estão muito bem à sua maneira. Ao nível do elenco secundário encontramos dois bons desempenhos de Vera Farmiga e Brendan Gleeson, cujas respectivas personagens ganham uma particular relevância na conclusão deste mediano blockbuster que até tem obtido bons resultados comerciais nas bilheteiras internacionais, mas que infelizmente não nos oferece nada de extraordinário.


TRAILER:


tags Daniel Espinosa David Guggenheim Ação Crime Mistério Suspense filme película movie Denzel Washington Tobin Frost Ryan Reynolds Matt Weston Vera Farmiga Catherine Linklater Brendan Gleeson David Barlow Sam Shepard Harlan Whitford Rubén Blades Carlos Villar Nora Arnezeder Ana Moreau Robert Patrick Daniel Kiefer Protegiendo al enemigo Safe House El invitado Detenção de Risco Dangerous Run Casa Conspirativa Action Crime Mystery Safe House CIA Rogue Agent On The Run CIA Agent Interrogation Cape Town South Africa Location In Title Tied To Chair Soccer Stadium Character Says I Love You Forgery Information Leak Assault Rifle Pistol Police Officer Killed Car Chase Stabbed In The Stomach Corruption

24 de junho de 2012

HABEMUS PAPAM (2011)



Direção: Nanni Moretti
Elenco: Michel Piccoli, Nanni Moretti, Margherita Buy, Jerzy Stuhr


Habemus Papam abre com imagens reais do enterro de João Paulo II. Logo a seguir, os cardeais deslocam-se, em fila, para o conclave onde se procederá a eleição do novo Sumo Pontífice. Do lado de fora, jornalistas de todo o mundo relatam os acontecimentos como se se estivessem na cobertura de um campeonato de futebol. Cada um torce pelo representante do seu país.


Durante a votação, os cardeais esticam a cabeça para ver quem o colega do lado elegeu, escrevem, riscam e reescrevem o nome do seu candidato. Estamos perante uma centena de cardeais que se comportam como autênticas crianças. É uma cena com bastante humor e ao mesmo tempo um pouco trágica, uma vez que nenhum deseja assumir a enorme responsabilidade que o novo cargo acarreta, e todos rezam a Deus para que não os escolha. Colocam-se em crise os símbolos da Igreja a favor das atitudes humanas.


Nanni Moretti entra no conclave porque o cinema é invasivo e permite-se tocar o divino, o invisível e o impalpável. O humor resulta da inserção de elementos incompatíveis e improváveis no mesmo espaço, conseguindo fazer graça com os valores que representam. Transporta-se o profano para o sagrado: um papa que faz psicanálise ou um campeonato de voleibol disputado pelos cardeais. Ciência versus religião, divino versus humano. Freud, Deus, Darwin, Chekhov e voleibol numa mesma equação.


Estabelece-se um jogo permanente com o ato de representar, uma vez que o sonho do novo Papa (Piccoli) era ser ator. A narrativa debate-se com a dificuldade em assumir um papel, com o Homem dentro do Papa que vai à procura da sua Revelação, porque a que Deus lhe deu não lhe chega. Passa a ideia de que não existe uma sabedoria superior e todos temos de escavar no processo de auto-conhecimento. De fora, a fé dos milhares de seguidores que esperam na Praça de São Pedro. De dentro, a mente confusa de um simples homem.


Moretti (que, além de dirigir o filme, interpreta o psicanalista) e Piccoli cruzam-se apenas uma vez, para uma consulta rápida entre um público composto por cardeais sedentos por informações escabrosas. Mas o psicanalista está proibido de tocar assuntos como traumas, sonhos, desejos, sexo ou família. Não sendo religioso, o Dr. Brezzi diz a Melville que a alma e o inconsciente não podem coexistir. O sarcasmo parece começar, mas não se estende além deste ponto. O filme não expõe uma crítica aberta ao catolicismo, mas sugere que a Igreja necessita de um líder que traga uma grande mudança. E é sobre mudanças que se medita, sobre a capacidade de escolher, sobre a razão de cada um.


Habemus Papam é também sobre o destino. O destino de um homem que perdeu a confiança e a esperança no seu Deus. Que tem dúvidas quanto à sua capacidade de atingir os objetivos que Este lhe pôs nas mãos. Um seguidor a quem o papel de líder espiritual de um bilião de católicos o assusta e paralisa. Quem, em plena consciência, aceitaria de imediato tal papel, a menos que acreditasse ser a vontade de Deus, que o guiaria no desempenho desse ofício? Tal como Brezzi lhe diz, essa não foi a vontade de Deus, mas a dos cardeais. Só que estes não o escolheram por o considerarem um líder extraordinário, mas porque todos queriam evitar de serem o mais votado. E essa desresponsabilização irá manchar a Igreja de vergonha.


Toda a ação é agridoce. Por um lado, os cardeais parecem estar festejando o fato de não terem sido ‘o escolhido’. Tomam cappuccinos, jogam partidas de cartas e entregam-se entusiasticamente a um torneio de voleibol. Por outro, é preciso perceber que estão vivendo na ilusão e não têm conhecimento da verdadeira dimensão do problema. E à noite, sozinhos nos seus quartos, que o medo é exposto através de cigarros, comprimidos e pesadelos.


Há um plano extraordinário que se repete ao longo do filme: o das cortinas vermelhas esvoaçando no vazio. Cria-se um jogo quase melancólico de luz e sombra, do visível e do desconhecido que exemplifica magistralmente o que Moretti quis mostrar neste filme. Pisamos o terreno da desconstrução dos hábitos da fé cristã, onde o Papa tem o direito de renunciar ao cargo, por livre e espontânea vontade. Uma bênção à liberdade de expressão.


Michel Piccoli tem uma performance notável, transmitindo humildade, inteligência, medo ou puro prazer unicamente através da sua expressão e do movimento dos olhos.


TRAILER:


Tags Nanni Moretti Francesco Piccolo Federica Pontremoli movie pelicula filme Michel Piccoli Il papa Jerzy Stuhr Il portavoce Renato Scarpa Cardinal Gregori Franco Graziosi Cardinal Bollati Camillo Milli Cardinal Pescardona Roberto Nobile Cardinal Cevasco Ulrich von Dobschütz Cardinal Brummer Gianluca Gobbi Guardia svizzera Nanni Moretti Lo psicoanalista Margherita Buy Comédia Drama Comedy Habemus Papam Un Papa en apuros We Have a Pope El Psicoanalista del Papa Temos Papa Pope Vatican Howl Psychoanalyst  Impersonation Vatican City Church Hierarchy Refusal Theater Cardinal The Priest Singing Top Latin Religion Controversy Identity Crisis Divorcee Sistine Chapel Reclusiveness Catholic Church

11 de junho de 2012

A LEGIÃO PERDIDA (2011)



Direção: Kevin MacDonald
Elenco: Channing Tatum, Mark Strong, Jamie Bell


Os fantásticos O Último Rei da Escócia (2006) e Intrigas de Estado (2009) transformaram Kevin MacDonald num dos novos diretores de Hollywood a ser observado, mas até os cineastas mais promissores realizam filmes medíocres como este A Legião Perdida, um sofrível épico romano que nos oferece uma narrativa sem conteúdo, baseada no livro “The Eagle of the Ninth”, de Rosemary Sutcliff. A história é ambientada na Bretanha (Reino Unido) do Século II onde encontramos Marcus Flavius Aquila (Channing Tatum), um ex-centurião romano que embarca numa honrosa empreitada para reaver a Águia de Ouro da Nona Legião Romana, um simbólico artefato militar que foi roubado de seu pai por uma das tribos mais bárbaras da Bretanha Livre. O seu escravo, Esca (Jamie Bell), vai assisti-lo na sua busca, mas o seu passado desconhecido e o seu ódio extremo pelos romanos fazem dele um aliado incerto.


O início de A Legião Perdida até é promissor porque nos oferece uma intensa batalha entre Romanos e Bárbaros, o que nos leva a crer que este filme vai ser emocionante até ao fim, mas, infelizmente, isso não acontece e acabamos sendo confrontados com uma narrativa monótona e enfadonha, que é dominada pela honrosa demanda familiar/militar de Marcus e pela amizade que vai se estabelecendo entre ele e o seu escravo, dois temas centrais que não foram habilmente abordados por Kevin MacDonald ou por Jeremy Brock (roteirista). A verdade é que após um início promissor, A Legião Perdida só volta a ser interessante durante a sua conclusão, onde somos novamente brindados com uma emotiva, mas também caótica batalha entre os Romanos Desertores e a Tribo das Focas.


A nível visual, A Legião Perdida não é muito apelativo, mas conta, mesmo assim, com uns cenários naturais/rurais muito cativantes e que se assumem claramente como o melhor elemento visual do trabalho técnico de Kevin MacDonald, um cineasta talentoso que ficou muito aquém das expectativas com este seu novo trabalho. O seu elenco também não nos oferece um desempenho coletivo minimamente satisfatório. Channing Tatum e Jamie Bell não assumem com qualquer carisma ou realismo os seus respectivos papéis e o veterano Donald Sutherland pouco acrescenta ao filme com a sua atuação secundária.


Em suma, A Legião Perdida, de Kevin MacDonald, poderia ter sido um filme razoável, porém a falta de conteúdo da sua narrativa e as fracas performances de Channing Tatum e Jamie Bell acabaram transformando num enorme fracasso.


TRAILER:



 
tags Kevin Macdonald Jeremy Brock Rosemary Sutcliff Channing Tatum Marcus Flavius Aquila István Göz Cohort Centurion Bence Gerö Celt Boy / Young Marcus  Denis O'Hare Lutorius Paul Ritter Galba Zsolt László Paulus Julian Lewis Jones Cassius The Eagle La legión del águila The Eagle of the Ninth A Águia da Legião Perdida A Águia da Nona Legião El águila de la legión perdida Der Adler der Neunten Legion Aventura Drama Adventure Hadrian's Wall Britain Honor Disappearance Eagle Slave Tribe Soldier Wall Roman Centurion Beating Knife Throwing Impalement Combat Two Word Title Burned Alive Sword Execution Sword Fight

18 de maio de 2012

OS AGENTES DO DESTINO (2011)



 
Direção: George Nolfi
Elenco: Matt Damon, Emily Blunt, Anthony Mackie, John Slattery, Terence Stamp


Os críticos mais radicais e comerciais classificaram este Os Agentes do Destino como sendo o A Origem (2010) de 2011, mas esta obra de George Nolfi nada tem a ver com o filme de Christopher Nolan. É verdade que Os Agentes do Destino tem uma essência científica/futurista semelhante à de A Origem, mas, em última análise, este filme de George Nolfi é substancialmente mais fraco, no entanto, não é um mau filme, muito pelo contrário, é um thriller eficaz e cativante que se centra nos prós e contras do livre arbítrio e do controle institucional.


A sua história é centrada em David Norris (Matt Damon), um ambicioso político norte-americano que tem um curto, porém maravilhoso, encontro com uma bela bailarina, Elise Sellas (Emily Blunt), na noite em que perde a corrida ao Senado. O seu encontro acaba resultando num amor à primeira vista que leva David a tentar conhecer melhor Elise, uma tentativa que é constantemente frustrada por misteriosos homens que tentam afastá-los, homens esses que pertencem ao Adjustment Bureau (Agentes do Destino), uma entidade secreta que controla os destinos de várias pessoas influentes da sociedade norte-americana e que não quer que David e Elise se transformem num casal, pois seu relacionamento poderá por um fim à promissora carreira política de David que, em última análise, será forçado a escolher entre Elise e sua carreira.


Os Agentes do Destino tem uma história claramente ficcional, porém abordando uma série de problemáticas atuais, sendo o principal relacionado à volta do livre arbítrio e da sua importância numa sociedade cada vez mais controladora, uma sociedade que é aqui representada pelos Agentes do Destino (Adjustment Bureau), uma entidade utiliza meios futuristas e sobrenaturais para controlar os destinos de indivíduos que eles consideram ser fundamentais para o crescimento dos Estados Unidos da América, um controle que não é autorizado por esses indivíduos que vivem, sem saberem, sob a sua direção.


  David Norris é um desses indivíduos que descobre acidentalmente que a sua vida política e pessoal é controlada por esta entidade que o impede de se relacionar com Elise sob pena de ver a sua promissora carreira política cair por terra. É a partir deste momento que David inicia uma duradoura batalha contra o sistema/controle institucional para recuperar o seu livre arbítrio, uma batalha que a um nível secundário leva a outra batalha entre o Amor (Elise) e o Destino (Futuro Político). O final de Os Agentes do Destino confirma a vitória da liberdade e do amor, uma vitória previsível, mas demasiadamente fácil tendo em conta o poderio dos “vilões” que acabam aceitando que David e Elise merecem viver o seu amor e fazer as suas próprias escolhas mesmo que estas afetem seriamente o seu percurso profissional. 


O cineasta estreante George Nolfi apresenta com este Os Agentes do Destino um bom primeiro filme que poderá simbolizar o início de uma brilhante carreira. Temos que dar crédito a Nolfi por ter criado um filme que mantém um ritmo acelerado e um ambiente tenso até final, características essenciais num thriller intelectual. O nível técnico de Os Agentes do Destino também é muito elevado, sendo a trilha sonora de Thomas Newman o elemento que mais se destaca, no entanto, não está ao nível da criada por Hans Zimmer em A Origem, essa sim uma trilha sonora perfeita para um thriller intelectual. O seu elenco também está muito bem, Matt Damon e Emily Blunt têm uma excelente química entre si e oferece-nos performances muito credíveis e realistas. A nível secundário, Anthony Mackie tem uma boa performance como Harry Mitchell, um membro ativo dos Agentes do Destino e maior aliado de David Norris na sua luta contra o Bureau. Os Agentes do Destino não é A Origem, mas é, ainda assim, um bom filme que deverá entreter todos aqueles que apreciem filmes tensos e tematicamente fortes.


TRAILER:




tags Matt Damon David Norris Emily Blunt Elise Sellas Michael Kelly Charlie Traynor Anthony Mackie Harry Mitchell John Slattery Richardson Lisa Thoreson Florence Kastriner Phyllis MacBryde George Nolfi Philip K. Dick Adjustment Team Romance Ficção Científica Suspense Los agentes del destino Bureau de contrôle Destino oculto Fate Politician Ballet Dancer Destiny New York Future Dancer Based On Short Story Night Club Rooftop Engagement Learning Speech Running Up Stairs Senatorial Candidate Bus Flash Forward Teleportation No Opening Credits Twisted Ankle Venture Capital Romance Sci-Fi Thriller

7 de maio de 2012

PODER SEM LIMITES (2012)




Direção: Josh Trank
Elenco: Dane DeHaan, Alex Russel, Michael B. Jordan, Michael Kelly


Muito daquilo que se pode escrever sobre este filme, já vimos em outros filmes que envolvem super-heróis e o mundo fantástico dos poderes especiais. O fio narrativo é simples e não tem muito que enganar. Andrew (Dane DeHaan) é o típico rapaz que é rechaçado pelos outros adolescentes, sem nenhuma razão aparente. A sua vida é um inferno e ele não sabe para onde se virar. Na escola, todos debocham dele e ninguém se arrisca a ajudá-lo. Em casa, o pai reformado por invalidez está sempre embriagado, tornando sua vida repleta de cenas de brigas e de discussões constantes. E para dificultar ainda mais as coisas, a mãe – seu único suporte emocional – encontra-se às portas da morte, com uma doença que nem lhe permite levantar-se da cama. Graças a este cenário de completa escuridão, Andrew desenvolve uma personalidade reservada e pouco dada a amizades, buscando numa câmara de vídeo a única escapatória possível para todos seus problemas.


Porém, tudo se altera quando ele, o primo Matt (Alex Russel) e o popular Steve (Michael B. Jordan) se deparam com uma descoberta inusitada: um grande buraco no chão da floresta, que emite estranhas sonoridades e luzes. O trio de rapazes decide investigar os seus segredos. No interior do buraco, descobrem um objeto bizarro, supostamente alienígena, que lhes concede poderes extraordinários. De repente, Andrew, Matt e Steve são capazes de voar e de mover diferentes objetos com o poder da mente. E isso faz com que eles se divirtam inconsequentemente, fazendo pouco das pessoas que os rodeiam. Até o dia em que Andrew se deixa levar pelo ódio que carrega e seus dois amigos percebem que têm um grave problema para resolver…
  

A Bruxa de Blair (1999), [REC] (2007) e Atividade Paranormal (2007) já haviam demonstrado que a abordagem ao estilo de filme caseiro encaixava-se como uma luva no gênero cinematográfico do terror. Cloverfield (2008) comprovou que ela podia ser alastrada ao gênero do thriller. Porém, Poder Sem Limites não consegue atestar que este estilo pode ser reproduzido com sucesso no gênero de ação/aventura. De fato, o que estas películas têm de melhor é a forma como se servem de um realismo assombroso para envolver o espectador por inteiro na trama. No que diz respeito à Poder Sem Limites, a narrativa desenvolve-se muito rapidamente, fazendo com que as personagens passem do 8 ao 80 num piscar de olhos, o que afeta ligeiramente a credibilidade das mesmas. Por exemplo, a passagem para o lado negro de Andrew surge ante os nossos olhos de forma forçada e demasiadamente veloz, como se houvesse uma ânsia enorme de entrar no último terço da narrativa. Se analisarmos as coisas de forma fria e absolutamente racional, chegamos também à conclusão de que Poder Sem Limites não é um produto cinematográfico de uma profundidade estonteante, limitando-se a entreter o espectador com as desventuras de personagens majoritariamente previsíveis e unidimensionais.

 

Poder Sem Limites consegue, mesmo que superficialmente, criticar o sistema escolar norte-americano, mostrando a forma como a forma de agir de uns podem arruinar a vida de outros, deixando-lhes marcas irreversíveis. O espectador simpatiza de imediato com a personagem de DeHaan, torcendo pelo sucesso das suas ações, apesar de elas não serem propriamente aceitáveis. Somado tudo isto, podemos dizer que Poder Sem Limites não é uma obra-prima da Sétima Arte, mas está mais próxima de ser uma película juvenil e inconsequente, valendo a pena o deslocamento ao cinema apenas para os grandes fãs do gênero.


TRAILER:



tags Dane DeHaan Andrew Detmer Alex Russell Matt Garetty Michael B. Jordan Steve Montgomery Michael Kelly Richard Detmer Ashley Hinshaw Casey Letter Max Landis Josh Trank Drama Ficção Científica Suspense película movie Chronicle Poder sin limites Crónica Chronique Chronicle - Wozu bist du fähig? Sci-Fi Thriller High School Discovery Finger Gun Video Footage Stabbed In The Back Found Footage Severed Finger Spelunking Teenage Boy Character Says I Love You Seattle Space Needle Group Of Friends Chaos

23 de abril de 2012

ANJOS E DEMÔNIOS (2009)



 
Direção: Ron Howard
Elenco: Tom Hanks, Ayelet Zurer, Ewan McGregor


Baseado na obra original de Dan Brown, Anjos e Demônios é uma prequela do badalado O Código Da Vinci (2006), também dirigido por Ron Howard e protagonizado por Tom Hanks.


Nesse filme, o professor de Simbologia de Harvard, Robert Langdon (Tom Hanks) é chamado a um dos maiores centros de pesquisa científica do mundo, o CERN para investigar um estranho símbolo marcado a fogo no peito de um cientista suíço, que fora assassinado. Ao conseguir decifrar na marca deixada no peito do físico a assinatura dos Illuminati, uma sociedade secreta julgada extinta há quatrocentos anos e que tem como objetivo destruir a Igreja Católica, Langdon e a investigadora Vittoria Vetra (Aylet Zurer), filha do físico assassinado, são levados para a Cidade do Vaticano onde irão colaborar com a Guarda Suíça e com a polícia na busca de quatro cardeais raptados misteriosamente na noite anterior ao início do conclave que irá eleger o novo Papa e da antimatéria roubada do centro de investigação e que ameaça destruir toda a cidade do Vaticano.


Os quatro cardeais eram os preferiti para suceder ao falecido Papa. Esta investigação leva Langdon e a sua colaboradora numa busca contra o tempo para encontrar o lugar secreto onde os Illuminati se reuniam. Esta busca transporta-nos para cenários majestosos, reais e reconstituídos, de antiquíssimas igrejas e catedrais romanas, de interiores da cidade do Vaticano, da própria Capela Sistina e da Praça de São Pedro, num jogo onde os bons e os maus se confundem e trocam ciclicamente de posição. Em questão, estão a sucessão no pontificado e a ameaça, real ou criada, da vingança dos Illuminati.


O filme peca, em meu entender pela excessiva americanização das personagens, das perseguições, dos revezes da ação que contrasta vivamente com o ambiente profundamente europeu onde tudo se desenrola. À vertiginosa luta contra o tempo de Langdon juntam-se brutais cenas de violência que nos transportam para os sacrifícios feitos no passado em nome da religião. De fato, Ron Howard não se coibiu de nos mostrar a crueldade e a violência da forma mais chocante. O mistério e a sucessiva descodificação das pistas criam um suspense permanente até ao final, sabiamente reforçado pelo fato de, quando tudo parece estar resolvido, haver uma reviravolta. As peripécias e as informações sobre a conspiração intricam-se de tal maneira que nem todos os pormenores são facilmente perceptíveis pelo espectador, no entanto, a grande dicotomia americana entre bons e maus permite-nos, depois dos jogos em que estes trocam de papéis e se confundem, chegar ao final com uma sensação de alívio por a justiça ter sido feita.


TRAILER



tags David Koepp Akiva Goldsman Dan Brown Tom Hanks Robert Langdon Ewan McGregor Camerlengo Patrick McKenna Ayelet Zurer Vittoria Vetra Stellan Skarsgård Commander Richter Pierfrancesco Favino Inspector Olivetti Nikolaj Lie Kaas Assassin Armin Mueller-Stahl Cardinal Strauss Thure Lindhardt Chartrand David Pasquesi Claudio Vincenzi Mistério Suspense Angels & Demons Anges et démons Ángeles y demônios Anjos e Demónios Illuminati Tenshi to akuma movie película filme Mystery Thriller Illuminati Conclave Pope Vatican City Church Fire Catholic Church SWAT Team Parachute Prequel Catacomb Historian Italian Accent Chimney Priest Particle Accelerator Ancient Manuscript Papal Election Exploding Helicopter German Accent Protest Demonstration Symbol Reference To Jesus Secret Society Ampersand In Title Retina Scan Symbolism Swiss Guard Cardinal The Priest Conclave Papa Cidade do Vaticano Igreja Fogo Catacumbas Padre Acelerador de Partículas Manuscrito Helicóptero